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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

1984 - George Orwell - Resenha



Sinopse: Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que 'só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade - só o poder pelo poder, poder puro.'



O livro se passa em uma época passada..., mas que na data que foi publicado (1949) ainda se tratava de um longínquo futuro... George Orwell com sua obra criou um futuro distópico para nosso mundo e, como quase toda obra desse tema, retrata uma possibilidade futurística que pode não estar tão longe de se tornar realidade... penso eu...

O protagonista, Winston é um homem silenciosamente revoltado com as condições políticas e sociais de seu país. No decorrer da história seu ódio pelo Partido e pelo Governo vai se aflorando, de forma que fique cada vez mais difícil esconder suas verdadeiras opiniões a respeito de toda a situação.

O clássico de Orwell retrata um mundo onde praticamente não existe liberdade. Cada movimento é vigiado pelas Teletelas, que são espécies de televisão que não só podem transmitir como também recolhem imagens do que estiver à sua frente.



O Partido, ou, O Grande Irmão (Big Brother) controlam tudo. E Winston percebe que não importa o que ele faça, o Partido tem suas formas de descobrir a verdade. Winston não pode escapar do Partido, mas não consegue entender as motivações da forma do mesmo agir.

O livro traz uma grande reflexão sobre as motivações da guerra, sobre as formas do governo impor controle à população e sobre como a mente humana pode ser influenciável pela mídia.

O livro “1984” pode ser considerado uma reflexão ficcional sobre a essência do poder. É uma distopia escrita em 1949, prevendo um futuro fictício para o ano que intitula o livro. Um futuro onde não existem mais liberdade e privacidade, e o simples ato de pensar é considerado um terrível crime. Os habitantes de Ocenânica, sujeitos à dominação absoluta do Partido, são observados e influenciados – para não dizer manipulados – todos os dias. O passado passa a ser alterado continuamente, moldando a história conforme é necessário e útil para o Partido. A verdade se confunde com a mentira, pois qualquer um que discorde do que é dito pode sumir dos registros, como se nunca houvesse existido. No meio de toda essa opressão, conhecemos Winston Smith, um modesto sujeito que guarda em seu interior toda a raiva que sente pelo Partido e pelo Grande Irmão, figura máxima de poder e soberania.



1984 traz uma excelente mensagem do que nós não queremos nos tornar, e do quão perigoso um regime totalitarista pode vir à ser. Temos exemplos em nosso mundo de governantes como Hitler, Stalin e Mussolini que não economizaram em tirania e mostraram à todo o mundo como o poder concentrado nas mãos das pessoas erradas podem ser devastadores à população. George Orwell com seu livro fez uma crítica clara à esses tipos de governantes, alguns dos quais certamente foram inspiração para sua obra.

George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, idealizou um futuro sem privacidade, onde as pessoas eram monitoradas integralmente por uma teletela na própria casa – e onde quer que fossem. O mesmo aparelho informava as notícias e os acontecimentos, ditava horários, impunha gostos musicais e colocava constantemente na cabeça das pessoas os ideais do Partido. Então eu pergunto: existe alguma semelhança? “1984” consegue ser o reflexo de nossa sociedade em determinados aspectos. Fazemos da televisão, do rádio e da internet nossas vidas, mas nunca nos perguntamos se o que assistimos, ouvimos e lemos está, de alguma maneira, nos influenciando. Atualmente, pode não funcionar com a maioria, mas você já parou para pensar quantas multidões agem e pensam da mesma maneira, idolatrando figuras fúteis da mídia, acreditando em mentiras alheias e abraçando um modo de vida padrão, determinado por aquilo que está na moda? É melhor pararmos por aqui, porque cometer um crime-pensamento pode ser punível com morte. O Grande Irmão pode estar de olho em nós.



E aí trazemos um paralelo com aquele programa televisivo que todos nós conhecemos, pro bem e pro mal...
O fato de termos boa parte da população alienada com algo que seja puramente ilusão... inclusive com o nome sugestivo de "Big Brother"... isso torna a obra de Orwell sempre atual, e tomamos ele não só como um escritos, mas sim como profeta....

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