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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O cortiço



O livro "O Cortiço" é um livro de romance que marcou o naturalismo no Brasil. Foi alvo de grandes polêmicas, pois foi um dos primeiros livros que retrata a vida nas favelas do Rio de Janeiro fora dos centros de elite e burguesia, com todos os problemas políticos, sociais e econômicos que as favelas do Rio de Janeiro apresentam. O autor descreve neste livro, as divergências entre a riqueza e pobreza, os portugueses, burgueses e os negros e mulatos. A maior polêmica envolvida na publicação deste livro é a retratação de um relacionamento lésbico, nunca antes contado em nenhum outro tipo de livro ou crônica. Um dos marcos do livro O Cortiço é a técnica de zoomorfismo que é a técnica utilizada para descrever os personagens e compará-los diretamente com os animais e em situações onde as pessoas são guiadas pelos seus próprios instintos.




Título: O Cortiço
Autor: Aluísio Azevedo
Editora: Expressão Popular
Nº de Páginas: 232
Ano de Lançamento: 1890


O livro inicia com João Romão, um português avarento e ganancioso comerciante que engana uma escrava chamada Bertoleza e a induz a trabalhar de graça, que se torna sua amante. João Romão era  ambiciosp e privava-se de luxo, gastando seu dinheiro apenas com negócios que o faziam ganhar mais dinheiro. Com isto, ele começa a construir um cortiço e seu vizinho Miranda, um rico português questiona as riquezas de Romão e vive invejando-o. Miranda conseguiu acumular as riquezas através do dote que recebeu de sua mulher Estela, no casamento, porém é um casamento infeliz e eles não se amam. Romão constrói uma pedreira e contrata Jerônimo para fazer a supervisão dos trabalhadores escravos.
  Na história, podemos acompanhar a transformação do personagem Jerônimo, que aos poucos se torna um brasileiro preguiçoso, malandro e cafajeste, pois se encanta por uma mulata chamada Rita Baiana, que mora no cortiço e possui um namorado. Certo dia, Jerônimo envolve-se em uma briga com Firo namorado de Rita Baiana e vai para o hospital, pois foi esfaqueado. Ele se recupera, e após ter alta, arma uma emboscada para Firmo, onde o mata e joga o corpo no mar.
  Enquanto isto ocorre, o português Miranda consegue um título de barão, que faz com que Romão passe a invejá-lo. O cortiço é destruído em um incêndio e João Romão o reconstrói, mas com um estilo voltado para a classe média, ao invés de estilos que lembravam favelas. Com o tempo, desperta o interesse de casamento de João Romão com a filha de Miranda, para que ele possa também tornar-se uma pessoa nobre. Porém, ele não poderia casar-se com Bertoleza trabalhando para ele, pois naquela época a abolição dos escravos já havia sido realizada e ela era a sua amante. Ele planeja contar ao dono de Bertoleza que a escrava sumiu, e quando o verdadeiro dono chega para procura-la e levá-la, ela tira sua própria vida, com a faca que limpava peixe, abrindo o seu próprio ventre.
Ironicamente, um grupo de abolicionistas aguarda João Romão na sala de sua casa para diploma-lo como sócio benemérito benfeitor, pois aos olhos externos ele era uma pessoa que se preocupava com a situação dos negros e escravos do Brasil naquela época.

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