O livro "O Cortiço"
é
um livro de romance que marcou o naturalismo no Brasil. Foi alvo de grandes
polêmicas, pois foi um dos primeiros livros que retrata a vida nas
favelas do Rio de Janeiro fora dos centros de elite e burguesia, com
todos os problemas políticos, sociais e econômicos que as favelas
do Rio de Janeiro apresentam. O autor descreve neste livro, as
divergências entre a riqueza e pobreza, os portugueses, burgueses e
os negros e mulatos. A maior polêmica envolvida na publicação
deste livro é a retratação de um relacionamento lésbico, nunca
antes contado em nenhum outro tipo de livro ou crônica. Um dos
marcos do livro O Cortiço é a técnica de zoomorfismo que é a
técnica utilizada para descrever os personagens e compará-los
diretamente com os animais e em situações onde as pessoas são
guiadas pelos seus próprios instintos.
Título:
O Cortiço
Autor: Aluísio Azevedo
Editora: Expressão Popular
Nº
de Páginas: 232
Ano
de Lançamento: 1890
O livro inicia com João Romão, um português avarento e ganancioso comerciante que
engana uma escrava chamada Bertoleza e a induz a trabalhar de graça, que se torna sua amante. João Romão era ambiciosp e privava-se de luxo, gastando seu dinheiro apenas com
negócios que o faziam ganhar mais dinheiro. Com isto, ele começa a
construir um cortiço e seu vizinho Miranda, um rico português
questiona as riquezas de Romão e vive invejando-o. Miranda conseguiu
acumular as riquezas através do dote que recebeu de sua mulher Estela, no
casamento, porém é um casamento infeliz e eles não se
amam. Romão constrói uma pedreira e contrata Jerônimo para fazer a
supervisão dos trabalhadores escravos.
Na história, podemos acompanhar a transformação do
personagem Jerônimo, que aos poucos se torna um brasileiro
preguiçoso, malandro e cafajeste, pois se encanta por uma mulata
chamada Rita Baiana, que mora no cortiço e possui um namorado. Certo
dia, Jerônimo envolve-se em uma briga com Firo namorado de Rita
Baiana e vai para o hospital, pois foi esfaqueado. Ele se recupera, e
após ter alta, arma uma emboscada para Firmo, onde o mata e joga o
corpo no mar.
Enquanto
isto ocorre, o português Miranda consegue um título de barão, que
faz com que Romão passe a invejá-lo. O cortiço é destruído em um
incêndio e João Romão o reconstrói, mas com um estilo voltado
para a classe média, ao invés de estilos que lembravam favelas. Com
o tempo, desperta o interesse de casamento de João Romão com a
filha de Miranda, para que ele possa também tornar-se uma pessoa
nobre. Porém, ele não poderia casar-se com Bertoleza trabalhando
para ele, pois naquela época a abolição dos escravos já havia
sido realizada e ela era a sua amante. Ele planeja contar ao dono de
Bertoleza que a escrava sumiu, e quando o verdadeiro dono chega para
procura-la e levá-la, ela tira sua própria vida, com a faca que
limpava peixe, abrindo o seu próprio ventre.
Ironicamente,
um grupo de abolicionistas aguarda João Romão na sala de sua casa
para diploma-lo como sócio benemérito benfeitor, pois aos olhos
externos ele era uma pessoa que se preocupava com a situação dos
negros e escravos do Brasil naquela época.

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