Título:
Til
Autor:
José de Alencar
Editora: Ática
Nº
de Páginas: 248
Ano
de Lançamento: 1872
O
livro é dividido em duas partes. A primeira apresenta os personagens e as tramas, pode ser um pouco cansativo e é ideal
que seja lida com atenção. Conhecemos Berta, uma menina que chama a atenção por sua caridade, seus valores e sua dedicação para com os
excluídos. Muitas vezes Berta esforça-se mais em nome de interesses
alheios do que de seus próprios, mas isso não faz dela uma figura
ingênua ou boba, muito pelo contrário. Nessa primeira metade da
obra a contrariedade do comportamento de Til (apelido da menina) é o
que mais chama atenção, ela usa de sua influência e bondade para
manipular atitudes alheias, mas sempre movida por boas intenções.
Isso fica bem ilustrado no trecho: “Contradição viva, seu gênio
é o ser e o não ser”.
A segunda metade é formada de revelações e desembaraços das tramas apresentadas.
A segunda metade é formada de revelações e desembaraços das tramas apresentadas.
Os cenários e edifícios deixam de ter descrição
puramente material para adquirir significado subjetivo, relacionado
ao passado oculto que envolve muitas das personagens. O desfecho
surpreende, percebemos o quanto Berta abre mão de sua felicidade,
acompanhamos suas descobertas a respeito da misteriosa morte de sua
mãe e suas consequências. O temido capanga Jão, o garoto parvo de
nome Brás e a escrava doida Zana, representam as figuras excluidas e
inválidas que veem na bondade de Til uma esperança . Este é o último trecho do livro:
“Como as flores que nascem nos despenhadeiros e algares, onde não penetram os esplendores da natureza, a alma de Berta fora criada para perfumar os abismos da miséria, que se cavam nas almas, subvertidas pela desgraça. Era a flor da caridade, alma sóror.”

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